"Esse é nosso primeiro post e resolvemos falar sobre um assunto no qual temos paixão, que é música....temos opiniões polêmicas sobre os rumos da música atual e resolvemos dividir com vocês..."
Tenho um profundo amor pela música, talvez depois de mulher é a coisa que mais gosto na vida. Minha visão é muito saudosista, mas acredito que esse tema não é muito bem apropriado, pois muitas coisas que eu aprecio não são da minha época.
Fui alimentado de música, veio de berço. Cresci ouvindo Sambas, Partidos, muito Swing e Samba-Rock , sucessos internacionais e grandes Flashback históricos, bons tempos, mas quase todas essas pérolas evidentemente não tiveram seu "auge" paralelos ao meu crescimento. Foi uma grande influência dos meus pais, que é só uma das coisas que me orgulho de ter herdado, mas acredito que é muito mais que isso. Nasci com um senso critico, sem a intenção de colocá-lo como certo ou errado, que não é muito amistoso com a atualidade musical.
Toco alguns instrumentos de percussão, mas sempre gostei de estudar a música em si, é um hobby prazeroso e exatamente nesse ponto que meu estilo musical criou um discernimento. Quando ouço os grandes nomes da música, vejo neles um talento nato, misturado com uma criatividade ímpar. Compõem letras magníficas, inspiradas, isto é, nasceram para a função.
Não sei ao certo se amaram tanto ou se são tão militantes e revolucionários quanto relatam, mas conseguem transmitir em versos seus lamentos, anseios e revoltas, como se fossem mensageiros de seus fãs, e essa capacidade os põem em uma linha tênue entre o humano e mito.
Suas idéias eram sempre inovadoras e criativas. Inúmeros exemplos como James Brown, com sua capacidade inigualável de Show Man e seus metais malandreados imortalizaram o Funk que deu início e força a “Black Music” e proporcionou a centenas de cantores mostrarem seu talento e criarem outras tendências. Michael Jackson foi um deles e soube como ninguém misturar estilos e envolvê-los numa gama POP, vencendo preconceitos e paradigmas e revolucionando tudo o que conhecemos sobre imagem e música. Tom, Vinícius e João Gilberto, influenciados pelo Jazz, criaram um novo estilo de tocar samba que deu um ar melancólico e ao mesmo tempo sofisticado a aquilo que posteriormente se chamaria “Bossa-Nova”, e sairia de nossas terras para atravessar o mundo. Frank Sinatra, outro mito da música com sua dicção divina e seu estilo característico. Nem ele resistiu aquela cadência de Garota de Ipanema, um dos expoentes do gênero, e gravou “The Girl From Ipanema” uma versão em inglês composta por Norman Gimbel.
Bom, chego aos tempos atuais e sou bem claro a dizer que há muitas coisas boas e algumas excelentes surgidas na última década, mas penso que são sucessivos herdeiros do que foi feito no passado. Não nego que Amy Winehouse, digna de uma personalidade forte, é uma ótima cantora de Jazz Contemporâneo e Blues, assim como reconheço que Alicia Keys tem uma enorme capacidade vocal. Mas e o novo? Aquele capaz de uma migração em massa para o Show de Woodstock. O novo com poder de desestagnar nosso modo pacífico como aceitamos as atrocidades acontecidas. Letras que transmitam realmente o que sentimos sobre amor, vida e sociedade? E não algo que é pré-montado e não há a mínima intenção de nos fazer refletir. Tudo o que vemos são montagens comerciais seguindo alguém que desponta na mídia ou uma tendência da moda, como as bandas "Emo" que debocham de sua própria imagem e destoam de todo o conceito de atitude do Rock n’ Roll e a Black Music, super produzida, dominadora das paradas de todo mundo, mas sem nenhuma mensagem.
Resumindo, não vejo muita chance de mudança nos rumos da música, pois o quadro está montado, e não há intenção ou capacidade de inovações para os lados que financeiramente ganham com esse segmento. As gravadoras seguem tendências, os produtores conseguem trabalhar com esse material saturado, os artistas são obrigados a aceitar, ou uns até gostam, outros não fazem objeção, e há uma enorme publicidade em cima disso que sabe trabalhar para que tudo o que vemos se torne especial e único.
Resta para mim, escutar meu acervo de Jorge Bem, Tim Maia, Elis, Raul Seixas, Chico Buarque, Marvin Gaye, Bee Gees, Ray Charles, Beatles, The Doors, Bob Marley, Bob Dylan e tantos outros, em um bar característico, tomando minha cerveja no copo americano, ao lado de um broto e rodeado de compadres e deixar as pessoas que sobrevivem e gostam dos "Novos Hits" e bandeiras musicais serem felizes.
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