Evolução e retrocesso

Ao ler esse título a primeira coisa que passa pela cabeça é: como pode ser um retrocesso em se tratando de evolução?

Teoricamente o processo evolutivo contribuiu para o desenvolvimento do ser humano, principalmente na questão cultural, afinal, com o avanço tecnológico a informação chega cada vez mais rápido às pessoas, mas ainda há um número considerável de indivíduos denominados "excluídos digitais", entretanto, este quadro está reduzindo de maneira relevante.

Agora indo ao "X" da questão. As coisas se tornaram mais fáceis, mais práticas, mas já parou para pensar no quanto muitas pessoas se tornaram "seres alienados" por conta desse processo?
Em se tratando de experiência, sou jovem, mas posso dizer que possuo parâmetros importantes para demonstrar este retrocesso.
Todos já devem ter ouvido de seus pais ou até mesmo ter vivido a famosa "verdadeira infância", termo que hoje em dia é usado por muitos para retratar a época em que as crianças brincavam nas ruas jogando bola, soltando pipa, andando de carrinho de rolemã, brincando de boneca, enfim, inúmeras brincadeiras que eram criadas pelas próprias crianças.

No ponto de vista psicológico e fisiológico é fácil observar o quanto isso era benéfico para o ser humano, pois estas atividades contribuíam para o desenvolvimento cerebral, estrutural, corporal, comportamental, educacional, racional e criacional. Além de que,  estas eram regradas com horários e aprendiam a conviver em grupo logo na primeira infância, proporcionando  o entendimento de perda e ganho e adquiriam algo mais importante: Amizade e a capacidade de ter carinho e respeito pelo próximo.

No decorrer da "evolução tecnológica" muitos jovens acabaram aderindo um estilo de vida diferente dos jovens de décadas anteriores, que além da criação, buscavam a leitura, a arte, a música, a política, que liam jornais e lutavam pelos seus direitos. A busca pela personalidade era evidente, já que  não haviam muitas influências pela mídia.

O avanço dos meios de comunicação teria como objetivo levar a informação contribuindo ainda mais para o desenvolvimento do intelecto. Muitos usam a ferramenta para diversão e crescimento, porém uma grande parte aderiu de maneira incorreta tendo como consequência a alienação, isto é, usam  esse meio de comunicação apenas para finalidades fúteis e esquecem de buscar informação.  Suas personalidades são moldadas de acordo com os parâmetros apresentados pela mídia, são educados para o consumismo, compreendem tão pouco a arte, política, economia, dentre outros assuntos fundamentais.

Refletindo sobre esse pequeno exemplo que dei eu vos pergunto: Para onde caminha a sociedade?
A vida é muito cíclica, mas fica claro que o mundo ruma para uma escassez de originalidade. Talvez caminhemos para a "inteligência artificial", sem a necessidade de construir milhares de robôs. Se não utilizarmos nosso cérebro, para o discernimento, reflexão e síntese de idéias, sabendo separar o entretenimento, da busca na qual passamos pela maior das experiências, que é a “vivência”,  vamos nos prender em um mundo virtual, que mais dia ou menos dia, poderá nos deixar sem volta.




Por: Débora Franciny e Marcelo Fonseca.

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